https://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/issue/feedRevista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social2026-03-02T15:51:26+00:00Equipa Editorial da Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Socialrpics@ismt.ptOpen Journal Systems<p>A Revista Portuguesa de Investigação Comportamental e Social | Portuguese Journal of Behavioral and Social Research [RPICS|PJBSR] é uma revista multidisciplinar, com revisão por pares, publicada semestralmente pelo Departamento de Investigação & Desenvolvimento do Instituto Superior Miguel Torga.</p> <p>A <strong>RPICS</strong>|<strong>PJBSR</strong> tem como missão proporcionar uma plataforma para a divulgação de pesquisas originais e de qualidade, promover o avanço do conhecimento nas Ciências Comportamentais e Sociais e dar voz a novos investigadores. Com a nossa política de <a href="https://www.coalition-s.org/action-plan-for-diamond-open-access/" target="_blank" rel="noopener">Acesso Aberto em via Diamante</a>, facilitamos a participação de novos investigadores de todo o mundo e incentivamos jovens talentos a emergirem no domínio da investigação. Acreditamos firmemente na importância de eliminar barreiras financeiras à publicação e de promover a partilha e a colaboração nos campos científico e académico.</p> <p>A <strong>RPICS</strong>|<strong>PJBSR</strong> é de leitura relevante para psicólogos, assistentes sociais, sociólogos e para todos os profissionais com interesse em investigação comportamental e social. </p> <p>Todo o conteúdo está disponível on-line e é de <a href="https://www.coalition-s.org/action-plan-for-diamond-open-access/" target="_blank" rel="noopener">Acesso Aberto via Diamante</a>, significando que todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente sem encargos para os seus leitores, autores ou instituições. Os utilizadores estão autorizados a ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar, ou criar ligações para os textos completos dos artigos, ou utilizá-los para qualquer outro propósito legal, sem pedir permissão prévia ao editor ou ao autor. Isto está de acordo com a definição da BOAI de acesso aberto.</p> <p> A edição é da responsabilidade do Departamento de Investigação & Desenvolvimento do Instituto Superior Miguel Torga</p> <p> </p> <p><strong>Diretora</strong>: <a href="https://www.cienciavitae.pt/portal/E41F-4665-121B" target="_blank" rel="noopener">Helena Espírito Santo</a></p> <p><strong>Editora-chefe</strong>: <a href="https://www.cienciavitae.pt/portal/9E1F-93C9-E6D6" target="_blank" rel="noopener">Fernanda Daniel</a></p> <p>Coimbra, Portugal </p> <p><strong>ISSN online</strong>: <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2183-4938">2183-4938</a></p> <p><strong>Registo ERC</strong>: 127472 de 17/12/2020</p> <p><strong>INDEXAÇÃO, DIRETÓRIOS e REPOSITÓRIOS</strong>: <a href="https://search.crossref.org/?q=%22Revista+Portuguesa+de+Investiga%C3%A7%C3%A3o+Comportamental+e+Social%22&publication=Revista+Portuguesa+de+Investiga%C3%A7%C3%A3o+Comportamental+e+Social" target="_blank" rel="noopener">CrossRef</a> | <a href="https://www.base-search.net/Search/Results?lookfor=https%3A%2F%2Frpics.ismt.pt%2Findex.php%2FISMT%2Findex&type=all&l=en&oaboost=1&refid=dchisen" target="_blank" rel="noopener">BASE</a> | <a href="https://clasificacioncirc.es/ficha_revista?id=50236" target="_blank" rel="noopener">CIRC</a> | <a href="https://core.ac.uk/search?q=repositories.id:(15268)" target="_blank" rel="noopener">CORE</a> | <a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=24886" target="_blank" rel="noopener">Dialnet</a> | <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2183-4938" target="_blank" rel="noopener">ROAD</a> | <a href="https://doaj.org/search?source=%7B%22query%22:%7B%22filtered%22:%7B%22filter%22:%7B%22bool%22:%7B%22must%22:%5B%7B%22term%22:%7B%22_type%22:%22journal%22%7D%7D%5D%7D%7D,%22query%22:%7B%22query_string%22:%7B%22query%22:%22Revista%20Portuguesa%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20Comportamental%20e%20Social%22,%22default_operator%22:%22AND%22%7D%7D%7D%7D,%22from%22:0,%22size%22:10%7D" target="_blank" rel="noopener">DOAJ</a> | <a href="http://mjl.clarivate.com/cgi-bin/jrnlst/jlresults.cgi?PC=MASTER&ISSN=2183-4938" target="_blank" rel="noopener">ESCI</a> da Web of Science 0,2 (2022) e 0,3 (5 anos) Impact Factor, Q3 Impact factor; 0,14 (2022) JCI | <a href="https://dbh.nsd.uib.no/publiseringskanaler/erihplus/periodical/info?id=499097" target="_blank" rel="noopener">ERIH PLUS</a>, | <a href="https://journals.indexcopernicus.com/search/details?id=50313&lang=en" target="_blank" rel="noopener">ICI</a> | <a href="http://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=24355" target="_blank" rel="noopener">Latindex</a> | <a href="http://oaji.net/journal-detail.html?number=7773" target="_blank" rel="noopener">OAJI</a> | <a href="https://scholar.google.pt/citations?user=DwZdr_kAAAAJ&hl=pt-PT&authuser=1" target="_blank" rel="noopener">Google Scholar</a> | <a href="https://www.apa.org/pubs/databases/psycinfo/coverage#R" target="_blank" rel="noopener">PsycInfo da APA</a> | <a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf" target="_blank" rel="noopener">Qualis/Capes B 1</a> | <a href="https://www.rcaap.pt/directory.jsp" target="_blank" rel="noopener">RCAAP</a> | <a href="https://redib.org/Serials/Record/oai_revista3999-revista-portuguesa-de-investiga%C3%A7%C3%A3o-comportamental-e-social" target="_blank" rel="noopener">REDIB</a> | <a href="https://www.researchgate.net/journal/2183-4938_Portuguese_Journal_of_Behavioral_and_Social_Research" target="_blank" rel="noopener">ResearchGate</a> | <a href="https://www.scilit.net/journal/1888783" target="_blank" rel="noopener">Scilit </a></p> <p><strong>REGISTO PÚBLICO DOS REVISORES</strong>: <a href="https://publons.com/journal/60794/revista-portuguesa-de-investigacao-comportamental-" target="_blank" rel="noopener">Publons</a></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"> </p> <p> </p>https://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/392Satisfação acadêmica e procrastinação acadêmica em universitários brasileiros: Papel mediador dos motivos para procrastinar2026-03-02T15:35:05+00:00Calebe Mattos Garcia da Rosacalebemg@hotmail.comJoão Carlos Centurion Cabral centurioncabral@gmail.comGessyka Wanglon Veledagessykawveleda@gmail.comLucas Neiva-Silva lucasneivasilva@gmail.com<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT-BR">Contexto</span></strong><span lang="PT-BR">: </span><span lang="PT-BR">A procrastinação acadêmica é um padrão de adiamento não estratégico de tarefas acadêmicas, frequentemente associado a menor autorregulação e pior adaptação ao ensino superior. <strong>Objetivo</strong></span><span lang="PT-BR">: </span><span lang="PT-BR">Examinar a associação entre satisfação acadêmica e procrastinação acadêmica, bem como o papel mediador das motivações para procrastinar, em estudantes de graduação e pós-graduação. <strong>Método</strong></span><span lang="PT-BR">: </span><span lang="PT-BR">Participaram 1.137 estudantes brasileiros (81% de graduação; 19% de pós-graduação), que responderam a um levantamento online composto pelo Inventário Breve de Procrastinação Acadêmica, pela Escala de Motivos da Procrastinação Acadêmica e pela Escala de Satisfação com a Vida Acadêmica. As associações foram examinadas por modelos de regressão e mediação. <strong>Resultados</strong></span><span lang="PT-BR">: </span><span lang="PT-BR">A satisfação acadêmica associou-se significativamente à procrastinação acadêmica, explicando aproximadamente 14% da variância em estudantes de graduação e 19% em estudantes de pós-graduação. As motivações para procrastinar — particularmente ansiedade, preguiça, percepção de incapacidade, cansaço e perfeccionismo — atuaram como mediadores estatísticos parciais dessa associação, embora uma parte expressiva da associação tenha permanecido direta. <strong>Conclusões</strong></span><strong><span lang="PT-BR">:</span></strong> <span lang="PT-BR">Os achados sugerem que a satisfação acadêmica e as motivações para procrastinar constituem dimensões relevantes para compreender a procrastinação no ensino superior. Estratégias institucionais orientadas para a melhoria da experiência acadêmica e para a autorregulação das tarefas poderão contribuir para reduzir tendências procrastinatórias em estudantes de graduação e pós-graduação. </span></p> </div> </div>2026-05-29T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Calebe Mattos Garcia da Rosa, João Carlos , Gessyka, Lucas Neiva-Silva https://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/451Validação da Versão Portuguesa da Escala de Vantagens e Desvantagens do Teletrabalho2025-11-29T11:10:18+00:00Laura Lemoslaura_lemos@ismt.ptRaquel Sousaraquelsousa009@outlook.comDiana Azedodianadsazedo@gmail.comDiogo Andradediogosequeiraandrade@hotmail.comFilipa Bento Nogueirafilipabnogueira@gmail.comDiogo Carreirasdiogocarreiras1@gmail.comFernando Tavaresfernandotavares@ismt.pt<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto e objetivo</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">O teletrabalho tem crescido de forma significativa, mas persistem lacunas na avaliação das suas vantagens e desvantagens. A ausência de instrumentos validados limita a compreensão dos impactos do trabalho remoto no bem-estar e na satisfação dos trabalhadores.</span> <span lang="PT">O objetivo deste estudo foi validar a versão portuguesa da Escala de Vantagens e Desvantagens do Teletrabalho (<em>Remote Working Benefits and Disadvantages Scale</em>; RW-B&D)</span><span lang="PT">.</span><strong><span lang="PT">Métodos</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Foram avaliados/as 133 trabalhadores/as, com idade média de 36,79 anos (<em>DP</em> = 10,35). A validade de conteúdo foi analisada por especialistas. A estrutura bifatorial foi testada através de análise fatorial confirmatória (AFC) e a consistência interna foi estimada através do α de Cronbach. A validade de constructo foi examinada através de correlações com medidas de satisfação, conciliação trabalho–vida e indicadores de saúde psicológica. <strong>Resultados</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">A RW-B&D </span><span lang="PT">apresentou uma excelente compreensibilidade. A AFC confirmou a adequação do modelo bifatorial (CFI = 0,97; TLI = 0,96; RMSEA = 0,06; SRMR = 0,08). A consistência interna foi elevada (Vantagens: α = 0,91; Desvantagens: α = 0,86). As perceções de desvantagens associaram-se a menor satisfação com o teletrabalho e pior conciliação trabalho–vida, e a níveis mais elevados de cansaço/exaustão, afetividade negativa, ansiedade, fadiga, tecno-cepticismo e ineficácia. As perceções de vantagens associaram-se a maior satisfação e melhor conciliação trabalho–vida, e a níveis inferiores de tecno-cepticismo e fadiga. <strong>Conclusões</strong></span><strong><span lang="PT">:</span></strong> <span lang="PT">A versão portuguesa da RW-B&D demonstrou propriedades psicométricas adequadas para avaliar as perceções sobre o teletrabalho.</span></p> </div> </div>2025-12-31T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Laura Lemos, Raquel Sousa , Diana Azedo, Diogo Andrade, Filipa Bento Nogueira, Diogo Carreiras , Fernando Tavareshttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/386Perfis de temperamento infantil e práticas parentais maternas em díades mãe–criança brasileiras: Um estudo de análise de clusters com crianças dos 3 aos 11 anos2026-02-26T10:29:38+00:00Henrique Lima Reishenriquereis.psi@gmail.comStefany Lunkespsi.stefanylunkes@gmail.comMarina de Carvalho Gama marinadcgama@gmail.comBeatriz Pires Coltro beatrizpcoltro@gmail.comLarissa Paraventilarissaparaventi@univali.brCarolina Duarte de Souza carolzunino@gmail.comMauro Luis Vieiramaurolvieira@gmail.com<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto e Objetivo</span></strong><span lang="PT">: O temperamento infantil e a parentalidade estão reciprocamente vinculados; no entanto, as evidências provenientes dos contextos brasileiro e latino-americano ainda são limitadas. Este estudo examinou associações entre práticas parentais maternas e temperamento infantil em famílias brasileiras com crianças de 3 a 11 anos. </span><strong><span lang="PT">Método</span></strong><span lang="PT">: Este estudo quantitativo e transversal utilizou uma abordagem analítica comparativa e centrada na pessoa. Ao todo, 229 mães responderam a questionários que avaliaram dimensões das práticas parentais (Corregulação, Disciplina por Reforço Positivo e Coerção) e do temperamento infantil (Surgência/Extroversão, Afetividade Negativa e Controle com Esforço). A análise hierárquica de clusters foi utilizada para derivar perfis de temperamento. </span><strong><span lang="PT">Resultados</span></strong><span lang="PT">: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas em função do sexo nas dimensões do temperamento ou das práticas parentais maternas. A análise hierárquica de clusters identificou quatro perfis de temperamento. A Corregulação e a Disciplina por Reforço Positivo maternas não diferiram significativamente entre os perfis. Em contraste, a Coerção materna diferiu significativamente, com tamanho de efeito pequeno; os escores mais elevados de Coerção ocorreram no perfil caracterizado por Afetividade Negativa elevada e Controle com Esforço elevado. </span><strong><span lang="PT">Conclusões</span></strong><span lang="PT">: Os achados são consistentes com uma interpretação transacional e baseada em perfis das associações entre temperamento e parentalidade, e sugerem que configurações específicas de temperamento podem ser mais informativas para compreender práticas maternas coercitivas do que práticas maternas de suporte. Os resultados podem subsidiar intervenções parentais culturalmente sensíveis e diferenciadas em termos desenvolvimentais nos contextos brasileiros.</span></p> </div> </div>2026-05-27T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Henrique Lima Reis, Stefany Lunkes, Marina de Carvalho Gama , Beatriz Pires Coltro , Larissa Paraventi, Carolina Duarte de Souza , Mauro Luis Vieira https://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/415Propriedades psicométricas da versão portuguesa do European Health Literacy Survey Questionnaire (HLS-EU-PT-Q16) em estudantes de Enfermagem2026-03-02T15:51:26+00:00Patrícia Monteirotichamonteiro@hotmail.comMariana Rodriguesmarianacrodrigues03@gmail.comAmorim Rosaamorim@esenfc.ptLuís Manuel Loureiroluisloureiro@esenfc.pt<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">A literacia em saúde constitui um determinante social de saúde e uma prioridade de saúde pública, exigindo uma mensuração credível, rigorosa e adequada aos contextos</span><span lang="PT">. </span><strong><span lang="PT">Objetivo</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Avaliar as propriedades psicométricas — validade estrutural, fiabilidade, validade convergente e validade discriminante — da versão portuguesa do </span><em><span lang="EN-US">European Health Literacy Survey Questionnaire</span></em><span lang="PT"> (HLS-EU-PT-Q16) numa amostra de estudantes de enfermagem</span><span lang="PT">. </span><strong><span lang="PT">Métodos</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Realizou-se um estudo metodológico com uma amostra de 476 estudantes de licenciatura em Enfermagem de uma instituição de ensino superior da região Centro de Portugal continental. Os dados foram recolhidos presencialmente, em sala de aula, através da plataforma <em>Google Forms</em>, após consentimento informado eletrónico. <strong>Resultados</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">A análise fatorial exploratória revelou uma solução de três fatores que difere da estrutura teórica original, sugerindo uma reconfiguração empírica dos domínios da literacia em saúde nesta amostra. As análises fatoriais confirmatórias indicaram que os modelos de três fatores correlacionados (de derivação teórica e empírica) apresentaram ajustamento superior ao do modelo unifatorial. Todos os modelos evidenciaram fiabilidade muito satisfatória. A validade convergente revelou-se a principal fragilidade, ao passo que a validade discriminante, avaliada pelo critério HTMT, foi satisfatória em ambos os modelos de três fatores. <strong>Conclusões</strong></span><strong><span lang="PT">:</span></strong> <span lang="PT">Os resultados sustentam a multidimensionalidade da literacia em saúde, com os modelos de três fatores a apresentarem melhor ajustamento do que o modelo unifatorial. No contexto do ensino superior português, as dimensões da literacia em saúde parecem evidenciar forte integração funcional e conceptual, sem comprometer a distinção empírica dos seus construtos.</span></p> </div> </div>2026-05-21T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Patrícia Monteiro, Mariana Rodrigues, Amorim Rosa, Luís Manuel Loureirohttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/376Preditores psicossociais e sociodemográficos da autoestima em homens que fazem sexo com homens: Um estudo transversal em Porto Alegre, Brasil2025-10-02T16:20:52+00:00Kátia Bones Rochakatiabonesrocha@gmail.comCristiano Hamanncristiano.hamann@gmail.comAdolfo Pizzinatoadolfo.pizzinato@ufrgs.br<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT-BR">Contexto e Objetivo</span></strong><span lang="PT-BR">: </span><span lang="PT-BR">O presente estudo transversal teve como objetivo examinar a associação entre autoestima e indicadores psicossociais — saúde mental, apoio social autopercebido e clima familiar — em homens que fazem sexo com homens (HSH). <strong>Método</strong></span><span lang="PT-BR">: P</span><span lang="PT-BR">articiparam 246 homens adultos (<em>M</em><sub>idade</sub> = 27,78; <em>DP</em> = 8,23; amplitude 18–60 anos), recrutados por amostragem de conveniência em um Centro de Testagem e Aconselhamento em Porto Alegre, Brasil, no contexto da testagem rápida de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Os participantes responderam à Escala de Autoestima de Rosenberg, ao Questionário Geral de Saúde de Goldberg (GHQ-12), à Escala de Apoio Social do <em>Medical Outcomes Study </em>(MOS-SSS) e ao Inventário do Clima Familiar (ICF). Foram realizadas análises descritivas, correlações de Spearman e regressão linear múltipla. </span><strong><span lang="PT">Resultados</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">O modelo de regressão explicou 50,3% da variância da autoestima. Pontuações mais elevadas no GHQ-12, indicativas de pior saúde mental, associaram-se a menor autoestima (β = −0,58; <em>p</em> < 0,001), enquanto maior apoio social emocional (β = 0,20; <em>p</em> < 0,001), maior idade (β = 0,13; <em>p</em> = 0,018) e mais escolaridade (β = 0,13; <em>p</em> = 0,018) se associaram a maior autoestima. <strong>Conclusões</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Os achados destacam a relevância da saúde mental e do apoio social emocional enquanto recursos psicossociais associados à autoestima em HSH e sustentam o desenvolvimento de intervenções psicossociais que promovam redes de suporte afetivo e emocional, com particular atenção aos homens mais jovens.</span></p> </div> </div>2026-05-27T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Kátia Bones Rocha, Cristiano Hamann, Adolfo Pizzinatohttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/410Relação entre o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, o bem-estar psicológico e o desempenho no trabalho: efeitos mediadores e moderadores da inteligência emocional2025-05-27T06:25:33+00:00KVD Prasadkdv.prasad@sibmhyd.edu.inDebanjan Nagdebanjan.nag@sibmhyd.edu.in<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">O equilíbrio trabalho–vida, a inteligência emocional e o bem-estar psicológico têm sido associados ao funcionamento dos trabalhadores; contudo, estas associações têm sido frequentemente examinadas em modelos parciais, e não integrados, sobretudo em contextos ocupacionais intensivos em conhecimento. <strong>Objetivo</strong>: Este estudo examinou as associações entre equilíbrio trabalho–vida, inteligência emocional, dimensões selecionadas de bem-estar psicológico e desempenho profissional em trabalhadores do setor das tecnologias de informação, bem como testou os papéis mediador e moderador da inteligência emocional na associação entre equilíbrio trabalho–vida e desempenho profissional. <strong>Método</strong>: Foram analisados dados de questionário de 389 trabalhadores do setor das tecnologias de informação em Hiderabad e áreas circundantes, recorrendo a análises fatoriais exploratória e confirmatória e a modelação por equações estruturais. <strong>Resultados</strong>: O equilíbrio trabalho–vida e a inteligência emocional estiveram positivamente associados ao desempenho adaptativo, ao desempenho de tarefa e ao desempenho contextual. As relações positivas com os outros também estiveram positivamente associadas às três dimensões do desempenho, ao passo que a autonomia e o domínio do meio não apresentaram associações significativas com o desempenho profissional. A inteligência emocional apresentou efeitos indiretos significativos na associação entre equilíbrio trabalho–vida e cada dimensão do desempenho, de forma consistente com mediação parcial. A interação entre equilíbrio trabalho–vida e inteligência emocional foi igualmente significativa em todos os <em>outcomes</em>, indicando moderação. <strong>Conclusões</strong>: Os resultados sustentam um modelo em que a inteligência emocional está envolvida na associação entre equilíbrio trabalho–vida e desempenho profissional, quer como correlato direto do desempenho, quer como fator mediador e moderador. Estes resultados salientam a relevância do equilíbrio trabalho–vida e da inteligência emocional para a compreensão do desempenho dos trabalhadores em contextos ocupacionais intensivos em conhecimento.</span></p> </div> </div>2026-04-17T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 KVD Prasad, Debanjan Naghttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/391Suporte tutorial percebido e adaptação ao ensino superior em estudantes do 1.º ano2025-07-04T16:47:27+00:00Jóni LedoJmltg@hotmail.comCristina Antunesmantunes@utad.pt<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">A transição para o ensino superior envolve mudanças académicas, sociais e pessoais que podem condicionar a adaptação dos estudantes, em particular na adultez emergente, fase em que se situa a maioria dos estudantes que ingressam no ensino superior. <strong>Objetivo</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Examinar a associação entre o suporte tutorial percebido pelos estudantes e a adaptação ao ensino superior, bem como o respetivo valor preditivo. <strong>Métodos</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Foi realizado um estudo quantitativo, transversal e correlacional, com 207 estudantes do primeiro ano de licenciatura de uma universidade portuguesa (74,4% do sexo feminino; idades entre 17 e 39 anos, <em>M</em> = 19,63; <em>DP</em> = 3,53). Os participantes responderam ao Questionário de Adaptação ao Ensino Superior e à <em>Social Support Appraisal Scale</em>, à qual foi acrescentada uma dimensão destinada a avaliar a perceção dos estudantes sobre o suporte social prestado pelo tutor.</span> <strong><span lang="PT">Resultados</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">O suporte tutorial percebido correlacionou-se positiva e significativamente com três dimensões da adaptação ao ensino superior: adaptação institucional, adaptação social e adaptação académica. Não se observaram diferenças significativas em função do sexo dos estudantes nem da escolaridade dos progenitores. A regressão linear hierárquica identificou o suporte tutorial percebido como preditor significativo da adaptação ao ensino superior (β = 0,28; <em>p</em> < 0,01), explicando um acréscimo de 7,8% da variância. <strong>Conclusões</strong></span><span lang="PT">: </span><span lang="PT">Os resultados sugerem que o suporte tutorial percebido pode constituir um recurso relevante na adaptação dos estudantes do primeiro ano ao ensino superior. Estes dados reforçam a pertinência de programas de tutoria estruturados no acompanhamento da transição académica, embora estudos longitudinais e multi-institucionais sejam necessários para clarificar a evolução e os efeitos destes programas ao longo do percurso académico.</span></p> </div> </div>2026-05-28T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Jóni Ledo, Cristina Antuneshttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/423Projetos de vida em estruturas residenciais para pessoas idosas: estudo qualitativo com profissionais técnicos em Portugal2025-12-22T10:05:32+00:00Bibiana Pedrosabibiana.pedrosa@usal.esRicardo Pocinhoricardo.pocinho@ipleiria.ptCristóvão Margaridocristovao.margarido@ipleiria.ptPatricia Torrijos patrizamora@usal.es<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="EN-GB">Context</span></strong><span lang="EN-US">: </span><span lang="EN-US">The operationalization of personal life projects in Long-Term Care Facilities for older adults (LTCF) remains scarcely documented, despite the relevance of person-centered practices for residents' autonomy, identity continuity, and sense of purpose. </span><strong><span lang="EN-GB">Objective</span></strong><span lang="EN-US">: </span><span lang="EN-US">To understand, from the perspective of professional staff working in Portuguese LTCF, the conceptions of life project in residential care for older adults, the practices of design and implementation, the facilitators and barriers to its operationalization, and the professional proposals for its improvement. </span><strong><span lang="EN-GB">Method</span></strong><span lang="EN-US">: </span><span lang="EN-US">A qualitative study with a descriptive-interpretive orientation, based on semi-structured interviews with 11 professional staff members of LTCF distributed across the North, Center, South, and Autonomous Region of the Azores in Portugal, conducted between October 2021 and April 2022, in remote format. Interviews were audio-recorded, transcribed verbatim, and subjected to thematic content analysis, with double coding, discussion of discrepancies, and auditing of analytic decisions. </span><strong><span lang="EN-GB">Results</span></strong><span lang="EN-US">: </span><span lang="EN-US">Four thematic axes emerged: (a) conceptions of the life project as biographical continuity, meaning attribution, and recognition of singularity; (b) heterogeneity in institutional practices, particularly regarding the timing of project definition, degree of formalization, and resident participation; (c) organizational, relational, and technical facilitators and barriers; and (d) proposals centered on team training, organizational flexibility, and strengthening of institutional commitment to residents' aspirations. </span><strong><span lang="EN-GB">Conclusions</span></strong><span lang="EN-US">: </span><span lang="EN-US">The effective operationalization of life projects in LTCF appears feasible but requires flexible organizational conditions, specialized training, and formal mechanisms for resident participation. The absence of direct perspectives from older adults constitutes a relevant limitation; future research with source triangulation is recommended.</span></p> </div> </div>2026-05-13T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Bibiana Pedrosa, Ricardo Pocinho, Cristóvão Margarido, Patricia Torrijos https://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/378Prática baseada em provas em psicologia em tempo de guerra: Conhecimento e atitudes autorreportados entre psicólogos/as em exercício e estudantes de psicologia na Ucrânia2025-04-24T18:00:22+00:00Mariana Velykodnamariana.velykodna@usfu.edu.uaGelena LazosLazos.gelena@yahoo.comLiudmyla Karamushkalkarama01@gmail.comVladyslav Deputatov30.mm.bb@gmail.comIvan Klymenkoneffalimm@gmail.comTetiana Pysarenkopisarenkotan@gmail.com<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Contexto e Objetivo</span></strong><span lang="PT">: </span><span lang="PT">A prática baseada em provas em psicologia (PBEP) constitui um referencial central para a prestação de intervenções eficazes em saúde mental, sobretudo em situações de crise como os conflitos armados. Investigação prévia demonstrou que o conhecimento dos profissionais sobre a PBEP e as atitudes face à mesma predizem a probabilidade da sua implementação. O presente estudo examinou o conhecimento autorreportado e as atitudes face à PBEP entre psicólogos/as em exercício e estudantes de psicologia na Ucrânia em tempo de guerra. <strong>Método</strong>: O conhecimento autorreportado e as atitudes face à PBEP foram avaliados em estudantes universitários (<em>n</em> = 427) e em psicólogos/as em exercício (<em>n</em> = 356) de várias regiões da Ucrânia. Um inquérito <em>online</em>incluiu itens sobre características sociodemográficas, satisfação com a formação universitária em PBEP, conhecimento percebido e atitudes face aos seus elementos. <strong>Resultados</strong>: Os estudantes avaliaram a formação universitária em PBEP de forma mais favorável do que os/as profissionais, embora tenham relatado menor conhecimento percebido. Ambos os grupos manifestaram atitudes globalmente positivas face à PBEP, embora divergissem na valorização dos respetivos elementos. Os estudantes atribuíram maior importância às características socioculturais e às preferências dos clientes, ao passo que as e os profissionais valorizaram mais as provas provenientes da experiência profissional, designadamente através da supervisão e da consulta entre pares. <strong>Conclusões</strong>: Apesar das atitudes positivas face à PBEP, ambos os grupos revelaram satisfação apenas moderada com a formação universitária. O conhecimento percebido como mais elevado entre os/as profissionais poderá refletir a acumulação de conhecimento decorrente da experiência, e não apenas da formação universitária, sugerindo a necessidade de reforçar os conteúdos de PBEP nos currículos e na formação contínua na Ucrânia.</span></p> </div> </div>2026-04-27T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Mariana Velykodna, Gelena Lazos, Liudmyla Karamushka, Vladyslav Deputatov, Ivan Klymenko, Tetiana Pysarenkohttps://revista.ismt.pt/index.php/ISMT/article/view/412Eficácia das intervenções de educação para a fertilidade em adolescentes: Protocolo de revisão sistemática e meta-análise2025-09-08T16:06:44+00:00Mariana Martinsmmartins@fpce.up.ptFilipa Bento Nogueirafbnogueira@fpce.up.ptFilipa Nunesfnunes@fpce.up.ptRaquel Martinsraque00.martins@gmail.com<div> <div> <p class="Abstract"><strong><span lang="PT">Objetivo</span></strong><span lang="PT">: Este protocolo foi concebido para avaliar a eficácia de intervenções de educação para a fertilidade em adolescentes de 12 a 19 anos. O objetivo principal é avaliar o impacto no conhecimento, atitudes e comportamentos relacionados com a fertilidade. <strong>Métodos</strong>: Esta revisão incluirá ensaios controlados aleatorizados que examinem programas educativos centrados na fertilidade e na saúde reprodutiva em adolescentes. Os estudos elegíveis deverão reportar resultados sobre conhecimento, atitudes ou intenções/ações comportamentais e incluir uma componente de fertilidade explícita. Será realizada uma pesquisa sistemática na CENTRAL, APA PsycInfo, MEDLINE e Web of Science Core Collection (SCIE e SSCI). Serão incluídos estudos publicados entre janeiro de 2010 e novembro de 2024, período em que estas intervenções se tornaram amplamente implementadas em contexto escolar. A pesquisa será repetida antes da publicação. Serão elegíveis estudos em inglês, português e espanhol. Dois revisores independentes procederão à triagem, extração de dados e avaliação da qualidade metodológica com o Effective Public Health Practice Project Quality Assessment Tool. Os dados serão sintetizados por meta-análise, quando apropriado, com modelos de efeitos aleatórios, serão utilizadas diferenças médias padronizadas para resultados contínuos e razões de risco/odds ratio para resultados dicotómicos. A heterogeneidade entre estudos será quantificada (I² e τ²), e análises de subgrupos e de sensibilidade pré-especificadas explorarão essa heterogeneidade. <strong>Conclusões</strong>: A revisão sistemática fornecerá evidência sobre a eficácia da educação para a fertilidade em adolescentes, apoiando o desenvolvimento de estratégias educativas e de saúde pública dirigidas à melhoria da literacia em saúde reprodutiva e da tomada de decisões informadas dos jovens. <strong>Ética e disseminação</strong>: Não é necessária aprovação ética, pois este protocolo sintetizará apenas dados publicados e agregados; os resultados serão disseminados através de publicação com revisão por pares. <strong>Registo</strong>: PROSPERO CRD42024611088.</span></p> </div> </div>2026-04-17T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2026 Mariana Martins, Filipa Bento Nogueira, Filipa Nunes, Raquel Martins