O ping-pong da pessoa mais velha: (Re)pensar a integração de Cuidados

Autores

  • Maria Inês Espírito Santo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE)
  • Adelaide Belo Unidade Local de Saúde Litoral Alentejano, Portugueses Association for Integrated Care
  • Vera Almeida Hospital Garcia Orta; Portuguese Association for Integrated Care; • Portuguese Association for Integrated Care https://orcid.org/0000-0002-8347-0432
  • Carlos José Russo Unidade de Saúde Familiar Conde de Oeiras; Portuguese Association for Integrated Care https://orcid.org/0000-0003-3890-5465
  • Cátia Gaspar Hospitalar Universitário Lisboa Norte

DOI:

https://doi.org/10.31211/rpics.2021.7.2.221

Palavras-chave:

Integração de Cuidados, Pessoa mais velha, Multidisciplinariedade, Desafios sociais

Resumo

Contexto e Objetivo: Este estudo visou perceber e analisar as experiências e o conhecimento de vários profissionais de saúde, da área social e de um cuidador informal sobre a integração de cuidados à pessoa mais velha num contexto pandémico. Método: realizou-se uma investigação de caráter qualitativo na qual participaram sete participantes com funções distintas, mas complementares na essência do cuidado. A recolha de dados foi feita através das comunicações dos participantes do seminário “O ping-pong dos nossos idosos – (Re)pensar, (re)construir e Integrar Cuidados” promovido pela Portuguese Association of Integrated Care (PAFIC) no âmbito da VIII Conferência de Valor da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Resultados: Na perspetiva dos participantes, a integração de cuidados no percurso da pessoa é fundamental e para isso é necessário estreitar a articulação entre Serviço Nacional de Saúde e o social. Bem como, centrar os cuidados na pessoa, aliada à matriz comunitária que leve à transformação do modelo organizativo vigente de cuidados e à mudança nos modelos de gestão que se mantém inalterados há muitos anos. A integração de cuidados das pessoas não depende só da atividade da área da saúde, mas também é condicionada por outros setores de atividade, e por isso importa avaliar o papel que a sociedade civil pode assumir na prestação de cuidados. Conclusões: A pandemia COVID-19 trouxe a oportunidade de reflexão sobre o cuidado à pessoa mais velha e como se podem potenciar parcerias e estratégias de articulação entre os diferentes níveis de cuidados, saúde, sociais e comunitários.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Bardin, L. (2006). Análise de conteúdo. Edições 70.

Carapeto C., & Fonseca F. (2006). Administração pública – modernização, qualidade e inovação (2ª ed.). Lisboa.

Coelho, A., Catalão, P., & Nunes, N. (2019). Doenças não transmissíveis em Portugal: Desafios e oportunidades. Anais do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (Supl. 1), 17–21. https://doi.org/10.25761/anaisihmt.317

Costa, M. (2009). Interface do hospital com os cuidados continuados integrados. Em L. Campos, M. Borges, & R. Portugal (eds.), Governação dos hospitais (pp. 349-364). Casa das Letras.

Direção Geral de Saúde. (2012). Plano Nacional de Saúde 2012-2016 — Enquadramento do Plano Nacional De Saúde. https://bit.ly/3qw0EZQ

Escoval, A., Fernandes C, A., Matos, T., & Santos, A. (2010). Plano Nacional De Saúde 2011-2016: Cuidados de saúde hospitalares. Escola Nacional de Saúde Pública. https://bit.ly/3wCLxPp

Goodwin, N., Smith, J. A., Davies, A., Perry, C., Rosen, R., Dixon, A., Dixon, J., & Ham, C. (2012). Integrated care for patients and populations: Improving outcomes by working together. A report to the Department of Health and NHS Future Forum. The King’s Fund. https://bit.ly/3D0ZskI

Gröne, O., & Garcia-Barbero, M. (2001). Integrated care. A position paper of the WHO European office for integrated care services. International Journal of Integrated Care, 1(2), 1–10. http://doi.org/10.5334/ijic.28

Gröne, O., & Garcia-Barbero, M. (2002). Trends in integrated care – Reflections on conceptual issues (EUR/02/5037864). World Health Organization, Copenhagen.

Lloyd, J., & Wait, S. (2006). Integrated care: A guide for policymakers. Alliance for Health and the Future. https://bit.ly/30856mP

Marques, A. (2012). A rede nacional de urgência e emergência — reflexões no contexto da reforma hospitalar em 2011. Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar.

Organização Mundial de Saúde. (2015). Relatório mundial sobre envelhecimento e saúde. Organização Mundial de Saúde. https://bit.ly/3mOfBEt

Shaw, S. E., Rosen, R., & Rumbold, B. (2011). What is integrated care? An overview of integrated care in the NHS [Relatório]. Nuffieldtrust. https://bit.ly/3kc0fbm

Torres, A. (2011). A articulação de cuidados de saúde primários e hospitais e seu impacto a nível regional [Apresentação de artigo]. 17º Congresso APDR, Bragança, Portugal. https://bit.ly/3H2ZhaU

Tsasis, P., Evans, J. M., & Owen, S. (2012). Reframing the challenges to integrated care: A complex-adaptive systems perspective. International journal of integrated Care, 12, e190. https://doi.org/10.5334/ijic.843

Publicado

2021-11-30

Como Citar

Espírito Santo, M. I., Belo, A. ., Almeida, V. . ., Russo, C. J., & Gaspar, C. . (2021). O ping-pong da pessoa mais velha: (Re)pensar a integração de Cuidados. Revista Portuguesa De Investigação Comportamental E Social, 7(2), 17–27. https://doi.org/10.31211/rpics.2021.7.2.221

Edição

Secção

Artigo Original